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ANÁLISE - Haven

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  Depois de em 2016 terem alcançado algum sucesso com  Furi , um titulo de ação frenética onde combatíamos boss após boss, o estúdio francês  The Game Bakers  está agora de volta com Haven, um RPG que troca o assalto aos sentidos do seu primeiro lançamento por uma abordagem muito mais tranquila e relaxante, sem no entanto perder os traços identitários que definiram o seu primeiro lançamento; musica eletrónica de excelente qualidade e um estilo visual económico mas bastante estilizado, onde o uso criterioso de cores substitui a necessidade de texturas complexas. Antes de qualquer julgamento sobre o próprio jogo, é bom ver uma equipa pequena com uma tanta confiança na sua visão e como a mesma subsiste apesar da mudança radical de género.  Haven é uma aventura de ficção científica, com muito leves mecânicas RPG, onde controlamos simultaneamente duas personagens em fuga do seu planeta, e do seu sistema de casamentos pré-arranjados, que procuram agora construir...

ANÁLISE - Yes, Your Grace

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  Há muito muito tempo, no distante reino de Davern, havia um rei de nome Eryk. Eryk tinha três filhas, Lorsulia, Cedani e Arsalia e, a seu lado, a sua esposa, a bela rainha Aurelea. Tudo estava bem em Davern até ao 13º aniversário de Lorsulia, onde uma promessa feita num passado distante irá obrigar a uma desconfortável aliança, como forma de salvar o futuro do reino. Assim se inicia Yes, Your Grace, um jogo de gestão de reino mais focado em política e diplomacia do que em números, mas onde a frieza dos números irá sempre influenciar muitas das nossas decisões, mesmo aquelas com maior peso emocional. Se as primeiras impressões são frequentemente as mais importantes, Yes, Your Grace, com a sua  pixel art,  cria um obstáculo que para muitos será quase intransponível. O baixo nível de detalhe, misturado com o fraco sentido estético na escolha da palete de cores, não é só desagradável ao olhar, como coloca problemas de legibilidade, com uma linguagem visual confusa onde...

GAMEPASS - 5 tesouros escondidos

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O Gamepass é um serviço fantástico pela quantidade enorme de jogos que torna acessíveis ao seus subscritores, mas na sua vasta oferta é fácil ficar paralisado por excesso de escolha, ou simplesmente escolher aqueles títulos com que já se tem alguma familiaridade, correndo o risco de se perder verdadeiras pérolas. Aqui ficam cinco jogos que vale mesmo a pena dar uma hipótese.   -Outer Wilds- Começo esta lista com Outer Wilds, uma aventura open world interplanetária onde o jogador vai ter de resolver um puzzle à escala cósmica. É difícil falar sobre este jogo porque a melhor forma de o experienciar é sabendo o mínimo possível, mas é isso também que o torna no exemplo perfeito da importância do Gamepass. Já és subscritor? Então é tudo o que precisas de saber! Se gostas de ficção cientifica e mistério mergulha sem hesitações em Outer Wilds, sem exagero um dos títulos mais impressionantes que joguei no últimos anos e facilmente entra no meu top de melhores jogos de sempre.  -Unto ...

ANÁLISE - Cyber Shadow

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  O dicionário diz-nos que nostalgia é “ saudade de alguma coisa, de uma circunstância já passada, de uma condição que deixou de possuir, de um lugar, de algo que já viveu “ mas as suas raízes etimológicas apontam-nos noutro sentido. Do grego nóstos " ato de regressar, regresso" + algos "dor ", nostalgia é então o regresso a uma dor, um pouco como Cyber Shadow, mais do que a saudade de tempos passados é um regresso a um lugar de dor, um tempo em que os jogos eram insensatamente difíceis para esconder o facto não terem assim tanto conteúdo. Inicialmente Cyber Shadow peca pela escassez de ideias. Não apresenta grandes obstáculos à progressão e parece apenas uma homenagem a meio gás a jogos de plataformas da era NES, pecando por demorar demasiado até que o jogador adquira habilidades básicas, como duplo salto, subir paredes ou lançar shurikens , que o tornam bastante mais interessante. Os níveis são desinspirados, as boss fights demasiado fáceis, tudo bastante morno. I...

ANÁLISE - Unto the End

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Se há mudança positiva que o Gamepass trouxe ao panorama dos videojogos foi a oportunidade de experimentar algo só porque nos parece interessante, sem adicionais encargos monetários como obstáculo à curiosidade. Unto the End é um titulo que provavelmente me iria passar despercebido mas depois de ver que tinha sido adicionado ao serviço decidi experimentar e, literalmente passados apenas alguns segundos, estava decidido em levar esta experiência até ao fim.  Conceptualmente faz lembrar títulos como Limbo onde temos que navegar o mundo resolvendo puzzles ambientais numa abordagem de tentativa e erro onde uma morte agonizante está ao virar de cada esquina, com um sistema de checkpoints suficientemente generoso para não ser desencorajador. Mas ao contrário de Limbo adiciona também um brutal sistema de combate à sua formula.  Este sistema de combate é ele próprio um puzzle, com cada inimigo a requerer uma abordagem diferente, mas que mesmo depois de se descobrir qual é o caminho p...

ANÁLISE - The Medium

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Numa  geração  em que o espa ço entre pequenos jogos independentes e os grande títulos AAA foi desaparecendo, a Bloober Team conquistou o seu lugar nesse nicho AA.  Depois de em 2014 terem alcançado alguma notoriedade com o agora clássico de culto Layers of Fear e em 2017 reforçado o seu estatuto, como uma equipa que apesar de divisiva junto dos críticos conquistou a sua propria audiência, com o aclamado _ Observer – tendo também lançado Blair Witch e a sequela para Layers of Fear em 2019 – a equipa Polaca está de volta em 2021 com The Medium, que nas suas próprias palavras é o seu titulo mais ambicioso e pessoal. Será este o lançamento que vai projetar a Bloober Team para uma aceitação mais universal, ou será The Medium mais um titulo divisivo? A resposta a esta questão é bastante óbvia. The Medium claramente não procura ser um produto que segue tendências de mercado e como tal estará sempre inevitavelmente condenado à periferia das massas de jogadores. Mas é isso algo m...